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CAPITA L  REUMATO













              Toda máquina começa pela imitação de uma capacidade humana que se torna, então, capaz
           de ser amplificada . Mas seria possível através da máquina amplificar o afeto, base do cuidado em
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           saúde? Como, através do maquinário das plataformas virtuais, podemos construir uma relação de
           entendimento do corpo não como máquina mas como sede de sentimentos e fenômenos?

              O Projeto ATUARTE buscou formas de resgatar corpos e subjetividades, apesar do distanciamento
           físico, de pessoas vulneráveis e isoladas durante todo 2021. A partir da clínica ampliada, diretriz do
           Humaniza SUS, conectamos a Arte Contemporânea, Medicina Narrativa e a TCI. Mergulhamos nas
           experiências dos corpos pandêmicos e investigamos as dores que transbordam na experiência do
           isolamento e da vulnerabilidade.

              A humanização da saúde se faz urgente. Para Gastão Campos (2005) falar de humanização na
           saúde coloca imediatamente em pauta o tema de defesa da vida. Como política transversal, que
           deveria atravessar todas as práticas em saúde, a humanização pode se articular a práticas culturais
           e artísticas para produzir neste processo, e a um só tempo, a saúde e os sujeitos aí implicados .
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           Criar nos possibilita sentir a plasticidade do mundo, suas possibilidades de transformação. Isto
           é, tomando a vida e não a ausência de doença como valor, a saúde não pode ser pensada sem
           levarmos em consideração as trocas sociais, o acesso e a circulação pelo mundo da cultura, como
           algo que pertence ao fundo comum da humanidade, para o qual todos, indivíduos e grupos, podem
           contribuir, e do qual todos deveríamos ter o direito de usufruir. A ideia de saúde aqui está relacionada
           à ampliação da capacidade de realizar conexões, de afetar e ser afetado, ampliar as potências do agir
           e do fazer, adquirir maior plasticidade, abrir o campo de possibilidades . a promoção da autonomia
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           do sujeito para que deixe de ser a doença e paciente, aquele que espera, para se tornar ativo passa
           pelo resgate da potência criadora para reconstrução do entendimento do próprio corpo e de seu
           lugar no mundo.














                      O projeto proporcionou o encontro de vários atores da saúde: paciente, família, profissional de saúde, artista,
                   sociedade científica, indústria farmacêutica e instituição de saúde. Novas formas de comunicação se estabeleceram
                   através da tela: o desligar da câmera no lugar do choro ou da indiferença, uso de emojis substituíram expressões faciais,
                   o abraço em torno do próprio corpo e o balançar simbolizando a união e o acolhimento, conversas paralelas no chat,
                   vozes destoantes e desafinadas felizes cantando a mesma música em um momento de acalanto ou comemoração.
                   Todos tivemos que aprender a ouvir, pois através da tela não há como mais de um falar e ser compreendido. Todos
                   dividimos dores e, de forma horizontal, pudemos nos encontrar no outro. A cada roda de TCI, promovida pelo grupo
                   de voluntárias Afeto circular, poesias relacionais   foram criadas com as narrativas e expressões dos integrantes. Ao
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                   final, a poesia era lida e através das costuras entre as partilhas e estratégias se criava uma experiência coletiva de






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