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CAPITA L REUMATO
Antes de começarmos a falar sobre a Terapia Comunitária Integrativa
(Tci) é importante ressaltar o histórico das rodas de Tci promovidas por nós
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com a especialidade da reumatologia aqui em Brasília.
Em março de 2020 iniciamos as rodas de Tci no ambulatório da
reumatologia do Hospital Universitário de Brasília – HUB, a partir da admissão
no Grupo de Voluntariado do serviço de Reumatologia do HUB-aprendi com
o Dr. Aires – (APRAIRES-HUB).
dra. licia Mota publicou uma nota no instagram divulgando a possibilidade
do voluntariado e lá fomos nós. Era a oportunidade perfeita para cumprirmos
a carga horária para conclusão da formação em terapia comunitária em um
local onde os pacientes necessitavam de uma escuta cuidadosa e de um olhar
compassivo, e os profissionais médicos eram receptivos e apoiadores de uma
prática integrativa e complementar em saúde.
Realizamos 3 rodas presenciais e, com a chegada da pandemia,
migramos para o modo virtual, como estamos até a data de hoje. “Será que
vai dar certo? Será que as pessoas vão comparecer? Será que conseguiremos
manter o calor das rodas presenciais? Como utilizaremos as plataformas?”
Nenhuma das inúmeras dúvidas que preenchiam nossas conversas durante
o isolamento inicial determinado pela pandemia do novo coronavírus
conseguiu nos demover da certeza de que aquele era o momento em que
mais precisávamos atuar, e que, sim, iria dar certo, as pessoas iriam participar
e conseguiríamos manter o acolhimento e aconchego das rodas presenciais.
O momento de incerteza, medo e insegurança que a pandemia trouxe
potencializou dores, angústias e vulnerabilidades. Manter o espaço de
escuta aberto, acessível e disponível era uma questão de compromisso e
solidariedade com cada um dos pacientes e dos profissionais da saúde da
reumatologia do HUB. E assim, com confiança e coragem, no mês seguinte
(em abril de 2020) iniciamos as rodas virtuais pela plataforma Zoom.
durante o ano de 2020 seguimos com a versão gratuita do app e com
isso tínhamos algumas limitações, como o tempo máximo de 40 minutos para
cada reunião, o que nos levava a ter que sair e retornar à sala no mínimo 1 vez
a cada encontro. Muitos participantes desistiam de voltar... lidamos também
com desafios de divulgação e alcance dos pacientes.
No início de 2021 tivemos uma grata surpresa: dra. isadora Jochims
nos convidou para participarmos do projeto Festival aTUaRTE da sociedade
de Reumatologia de Brasília, que tem o intuito de promover a reflexão e
a humanização na reumatologia. A partir de então, com o patrocínio da
sociedade de Reumatologia de Brasília, as rodas tiveram melhoria no suporte
tecnológico (agora com utilização de sala virtual com tempo ilimitado) e na
divulgação, ampliando o alcance e possibilitando a participação de pessoas
com diagnóstico de doenças reumatológicas de todo o Brasil (e até para o
exterior, como já tivemos participação diretamente do continente europeu).
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